CHECK-UP
“DOUTOR, VAI PEDIR ALGUM EXAME PARA MIM?”

Quando um médico fala em exames, pode estar se referindo ao exame médico (ato de examinar o corpo humano, como a ausculta do coração e pulmões, por exemplo) mas também aos chamados exames complementares (exames de sangue, raios-X, tomografias, ultrassom, etc).

Um antigo adágio da Medicina dizia que estes exames complementares deveriam ser pedidos de acordo com o aparecimentos dos sintomas do paciente e não antes disso. Isso se devia ao fato dos exames na época serem caros e terem que ser custeados inteiramente pelo paciente.

Entretanto, com a popularização dos convênios, diminuição dos custos e modernização dos exames complementares, foi possível antever a ocorrência de doenças graves, como o câncer, derrames cerebrais e o infarto cardíaco.

Assim, com os exames complementares adequados, se tornou possível se detectar e tratar as doenças logo no seu início, de forma mais simples (de forma minimamente invasiva, com cateterismo ou de forma endoscópica, realizadas sob sedação) antes que elas se manifestassem de forma fulminante, quando geralmente passam a exigir tratamentos mais agressivos e mais arriscados (como a cirurgias de pontes de safena, sob anestesia geral).

De acordo com exames preliminares é possível se detectar a presença de obstruções em suas artérias coronarianas e tratá-las de forma menos invasiva (por exemplo com cateterismo e colocação dos chamados stents) antes que uma cirurgia cardíaca seja necessária.

Exames de sangue podem prever a ocorrência de um derrame, infarto cardíaco ou trombose. Um exemplo é a dosagem no sangue de uma substância chamada homocisteína. Quando acima de 10mmol/l está associado a:

-80% de risco de ocorrência de doença cardiovascular (como o infarto cardíaco) em mulheres e 60% em homens

-50% de risco de ocorrência de doença cerebrovascular (como os derrames cerebrais)

-aumento de 6,8 vezes no risco de doença vascular periférica (como as tromboses)

Fora os problemas vasculares cerebrais e cardíacos, cânceres podem ser detectados e evitados. As chamadas lesões pré-malignas são lesões que se não tratadas tem uma grande chance de se transformar em câncer. Um exemplo disto são os chamados pólipos do intestino (intestino grosso ou cólon). Estes pólipos ocorrem em cerca de 15 a 20% da população (são bem frequentes) e apesar de no início serem benignos, por volta dos 50 anos de idade, tem maior risco de sofrerem uma alteração genética e se transformarem em câncer. Por isso isso é tão importante remover os pólipos antes desta transformação. Na maioria das vezes os pólipos podem ser retirados durante o próprio exame (exame de colonoscopia).

Existem, entretanto, outras doenças e situações, nas quais esta transformação ocorre mais cedo, devendo o exame ser pedido mais precocemente.

Retirada de pólipo pré-maligno durante o exame de colonoscopia

Faz parte da prevenção de doenças uma boa saúde bucal. Quando somos crianças, as cáries dentárias nos assolam. Quando adultos, os problemas gengivais se somam e predomina em relação às cáries como problemas na boca. Vários estudos têm demonstrado que pacientes que possuem inflamação nas gengivas, como as gengivites e a chamada doença periodontal, possuem uma chance 2 a 3 vezes maior de ter um derrame cerebral.

São sinais de problemas gengivais a presença de sangramento quando você escova os dentes, presença de placas dentárias e retração gengival. Pacientes que fazem acompanhamento dentário regular, fazendo limpeza dentária profissional, têm menos problemas de saúde (incluindo infarto cardíaco) do que aqueles que não fazem. Atualmente existem formas mais adequadas de se evitar problemas nas gengivas, que você pode fazer em seu próprio lar

Recentemente houve um aumento importante do aparecimento de problemas na glândula tireóide. Em algumas doenças a glândula tireóide não produz hormônios em quantidade suficiente, causando o chamado hipotireoidismo. Cansaço, sonolência, depressão e aumento de peso podem ser causados por problemas na glândula tireóide e a simples reposição destes hormônios por meio de comprimidos pode reverter os sintomas.

Por que não posso fazer todos os exames que existem de uma vez e verificar se tenho ou se vou ter alguma doença? Bem, isso é impraticável e desnecessário. Impraticável pois existem centenas de exames que podem ser feitos e desnecessário por que para a grande maioria deles o resultado vai ser normal. Além disso, muitos exames têm certo risco de eventos adversos e complicações, como a própria colonoscopia, que pode causar perfuração intestinal e hemorragias. Nesse sentido, para cada exame solicitado é necessário verificar se os benefícios do exame para cada pessoa sobrepujam a chance de eventuais complicações. Para cada exame solicitado é preciso perguntar: “Vale a pena fazer este exame?”

E como saber quais exames valem a pena serem pedidos? Os exames a serem feitos são selecionados de acordo com o seu gênero, sua idade, seus sintomas presentes, as doenças que você já trata e sua história familiar de doenças. Infelizmente não existe uma “lista pronta” de exames para se pedir para todo mundo, sob o risco de serem feitos exames arriscados, custosos e desnecessários, assim como o risco de não serem feitos  exames necessários específicos para sua condição (por exemplo, se alguém da sua família teve câncer do intestino, doença de parkinson ou aneurisma cerebral).

A doença, além de seus efeitos diretos sobre a saúde, gera problemas de saúde e depressão em quem cuida do doente (normalmente algum familiar direto como a esposa ou marido).

A ocorrência de doença também causa perda econômica direta devido aos gastos com a internação e o tratamento, assim como os lucros cessantes (aquilo que você deixa de ganhar quando não trabalha por incapacidade temporária). Doenças diagnosticadas tarde demais geralmente têm seu tratamento mais difícil e mais sujeito a complicações. Existe também a possibilidade das sequelas das doenças o impedirem de continuar trabalhando.

A maioria da população brasileira não possui seguro que o proteja da chamada invalidez permanente e vai ter que depender do auxílio-doença do INSS. Um estudo da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) indica que apenas 35% da população toma alguma iniciativa para evitar imprevistos no futuro e apenas 18% acabam contratando um seguro pessoal. Entretanto, estes números não assustam, pois esta população se considera protegida por algum benefício social. Nesse sentido, os estudos demonstram que a ocorrência de doença pode ter efeitos devastadores sobre sua economia e sua família.

Agende sua consulta, se antecipe aos problemas e preserve sua Saúde e seu Patrimônio!

Bibliografia

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