NEURALGIA DO TRIGÊMEO
“A PIOR DOR QUE UM SER HUMANO PODE SOFRER”

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A neuralgia do trigêmeo (NT) é uma das piores dores que o ser humano pode sofrer. Súbita, lancinante, imprevisível – estas características fazem desta dor uma das mais desagradáveis, frequentemente tirando o paciente do convívio social e levando a sintomas depressivos. Por ser pouco comum, o diagnóstico acaba sendo demorado e uma vez diagnosticado, os locais para tratamento adequado são escassos.

Felizmente, existe tratamento para a neuralgia do trigêmeo.

A dor da NT caracteriza-se por ser súbita e de forte intensidade, parecida com um choque, fisgada ou facada no rosto.

Esta doença é relativamente rara, acometendo cerca de 1 pessoa em cada 15.000, sendo mais frequente em mulheres do que em homens.

A dor geralmente dura alguns segundos (mas pode durar minutos e mesmo horas) e acomete apenas um lado da face (muito raramente existe acometimento dos dois lados). Nos casos mais avançados, entre as crises de dor em fisgada, pode haver uma dor constante em pressão ou queimor.

A dor ocorre espontaneamente, mas em alguns casos ela é desencadeada pela mastigação, pentear o cabelo, barbear, sorrir, escovar os dentes ou mesmo falar. Tocar determinados pontos da face também podem desencadear a dor, assim como o frio e o vento, incluindo o do ar condicionado.

Ela geralmente ocorre em ciclos, podendo haver intervalos sem crises de meses ou mesmo anos. Quando a neuralgia aparece, ela dura pouco tempo, entretanto com o passar do tempo, os episódios de dor são mais duradouros e mais frequentes.

A neuralgia do trigêmeo (NT) tem este nome pois é uma dor (neuralgia = dor do nervo) que acomete a área inervada pelo nervo trigêmeo. O nervo trigêmeo tem este nome pois se divide em três ramos principais, chamados de ramo oftálmico (V1), ramo maxilar (V2) e ramo mandibular (V3) e é responsável pela sensibilidade da face. Os ramos V2 e V3 são os mais frequentemente acometidos.

Observe que cada ramo é responsável pela sensibilidade de um andar da face. Muitas vezes a neuralgia do ramo mandibular do trigêmeo (V3) é confundida com dor de dente.

E de onde vem a neuralgia do trigêmeo? Por que isso ocorre?

A neuralgia do trigêmeo pode ser causada por diversos fatores:

– Esclerose múltipla

– Tumores (como meningeomas e neurinomas)

– Cistos

– Herpes zoster (“cobreiro”)

– Compressão do nervo por uma artéria ou veia

Frente a um paciente com neuralgia do trigêmeo, é necessário ter certeza que o paciente não tem nenhuma das doenças acima, pois nestes casos existe um tratamento especial para cada caso. Entretanto, em alguns casos, nenhuma causa é identificada, sendo chamada então de “”neuralgia idiopática do nervo trigêmeo” (“idiopático” significa que se manifesta ou se forma espontaneamente a partir de causas obscuras ou desconhecidas, não associada a outra doença). A neuralgia causada por compressão do nervo trigêmeo por uma artéria ou veia corresponde a 80 a 90% dos casos.

O tratamento inicial baseia-se no uso de medicações:

– Anti-convulsivantes (medicações para epilepsia)

– Anti-depressivos

– Anti-inflamatórios

– Analgésicos

Bem, eu entendo o uso de anti-inflamatórios e analgésicos, mas por que usar medicações para epilepsia e anti-depressivos? Eu não sou epiléptico nem deprimido!

A epilepsia é um tipo de descarga elétrica súbita e anômala no cérebro. O mesmo fenômeno ocorre na neuralgia do trigêmeo, mas neste caso as descargas elétricas anômalas ocorrem no nervo trigêmeo e em vez de causar epilepsia (convulsões), causam dor na face.

As medicações para epilepsia controlam estas descargas anômalas dos nervos, tanto do cérebro (tratando a epilepsia), quanto do nervo trigêmeo, controlando a dor na face.

E os anti-depressivos? As medicações anti-depressivas quando utilizadas em doses baixas servem para tratar vários tipos de dores de tratamento difícil, incluindo as lombalgias. Portanto, no caso da NT, estas medicações causam melhora da dor. Não tem nada a ver com depressão ou tristeza.

Qual a melhor medicação para o meu caso?

Depende de uma série de fatores, como a presença de outras doenças e características da sua dor. Não existe “receita pronta” para o tratamento da neuralgia do trigêmeo. Consulte o seu médico.

E se os remédios falham?

Existem tratamentos cirúrgicos minimamente invasivos para o tratamento da sua NT, como a rizotomia do nervo trigêmeo por radiofrequência (veja mais neste site clicando em “A Clínica” e depois em “Radiofrequência”) ou por balão. Outra opção de tratamento cirúrgico é a chamada descompressão do nervo trigêmeo.

Rizotomia do trigêmeo por radiofrequência

Consiste na aplicação de radiofrequência (que é um tipo de onda parecida com aquela emitida pelo forno de microondas. Veja mais neste site clicando em “A Clínica” e depois em “Radiofrequência”) no nervo, fazendo com que este fique anestesiado.

Este procedimento é feito com anestesia local e sedação.

Observe na figura como a uma agulha é introduzida até o nervo. Por dentro da agulha é passado um eletródio especial ligado por um cabo a um aparelho gerador de radiofrequência).

Rizotomia do trigêmeo por balão

Um pequeno balão é colocado sobre o nervo e inflado por alguns segundos. Este “apertão” dado sobre o nervo pelo balão também faz com que o nervo fique anestesiado.

Observe na figura o kit para a realização da rizotomia por balão. A agulha no centro da figura é usada para puncionar o nervo trigêmeo. Por dentro da agulha é passado um pequeno tubo com o balão inflável na ponta. A seringa é usada para encher o balãozinho sobre o nervo.

Descompressão do nervo trigêmeo

Na grande maioria dos casos a neuralgia do trigêmeo é causada por uma compressão do nervo por uma artéria ou veia, como se pode observar na figura abaixo.

Bem, se o nervo está comprimido e isso causa a dor, por que não descomprimir o nervo para curar esta dor? De fato, este tratamento é dos mais efetivos, com melhora permanente da dor em 90% dos pacientes e mais de 80% permanecem com alívio da dor após um ano. Entretanto, diferentemente da rizotomia do nervo trigêmeo por radiofrequência ou balão, este é um procedimento cirúrgico invasivo, que requer a abertura do crânio na parte de trás da cabeça com anestesia geral e descompressão do nervo com uma microcirurgia bastante delicada. Por isto, para esta cirurgia é relatada a ocorrência de complicações graves como derrames (infarto do cérebro), hematomas e fístula liquórica (saída do líquido que banha o cérebro para fora) em até 4% dos casos.

Qual é a melhor técnica para o meu caso?

Novamente, depende de uma série de fatores, como idade, condição clínica do paciente, ramos do nervo trigêmeo acometidos e expectativa do paciente. É necessário um exame neurológico apurado e investigação adequada realizados pelo médico para se determinar isto. Consulte o seu médico.

São cirurgias difíceis?

Estas técnica exigem um treinamento específico para a sua realização e o auxílio de um médico-anestesista experiente para que seja realizado com segurança e conforto.

Depois que eu fizer a cirurgia estarei curado?

A NT infelizmente não tem um tratamento definitivo, que resolva o problema para sempre. É preciso um acompanhamento por vários anos e por vezes é necessário repetir o procedimento e trocar as medicações em uso. Entretanto, desta forma é possível se manter confortável e sem dor por muitos anos seguidos.

Já tomei várias medicações em doses altas e nada funcionou. Meu caso não tem jeito?

O tratamento da NT é demorado e exige conhecimento e perseverança. Mantemos contato com uma rede mundial de tratamento de dores de difícil tratamento. Todo conhecimento e todos recursos disponíveis serão usados no seu caso.

“Trabalhando juntos para o Alívio da Dor”

Sociedade Americana de Dor
Transformando Pesquisa em Alívio




Clínica Neurocirúrgica Osaka

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Segurança
Obedecer e respeitar as regras de segurança que favorecem uma cirurgia segura e bem sucedida.



Dr. Flávio Miura e Dr Joel Teixeira são médicos formados e pós-graduados (mestrado, doutorado e pós-doutorado) pela Faculdade de Medicina da USP e possuem Residência Médica e Título de Especialista em Neurocirurgia pelo Hospital das Clínicas.

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